quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Encontros com o passado são inevitáveis e tentadores


Onde foi que eu errei, para ter perdido tanta coisa, tantas pessoas importantes que passaram na minha vida.
Lembro-me de todos aqueles momentos em que me senti completamente feliz, de cada pessoa que participou destes momentos, e daquelas que foram mais que simplesmente figurantes, pessoas que são e sempre serão parte de um capítulo de minha história, pois de alguma maneira escreveram-na junto comigo.
Mas o mundo é pequeno, tanto que os encontros com o passado são quase que previsíveis. Não se pode ignorar ou esquecer o que já foi vivido, porque algum dia, por algum momento será necessário relembrar aqueles momentos para que os mesmos erros não sejam cometidos, ou talvez para tentar concertá-los.
A vida é um eterno jogo, um completo labirinto no qual facilmente podemos nos perder, é um verdadeiro teste de força física e mental, porque dependendo dos encontros que tivermos com o passado e com quem fez parte dele, pode ser uma grande tentação. Não precisa nem ser um encontro, basta uma foto ou um telefonema inesperado, o que era lembrança pode voltar a ser presente.
Porém muitos destes encontros nos trazem mágoas, sentimentos tristes guardados dentro de nós. E quando uma ferida é reaberta dói muito mais que a primeira vez, mas quando ela é reaberta por um encontro de dois seres que ainda tem algo mal resolvido, é porque esta na hora de ser fechada de forma dolorida ou não. O destino não coloca ninguém em nosso caminho, nem mesmo aqueles que por ele já passaram, sem ter um motivo.
Das feridas que ainda estão cicatrizando em mim, algumas delas são constantemente reabertas pelos encontros que tenho com o passado, muitos deles não chegam a ser nem encontros, são apenas pessoas que marcaram minha vida e que vejo todos os dias de longe. Mas a maior delas esta aberta porque além dos encontros as surpresas que eles trazem machucam ainda mais.
O vento pode levar, mas jamais apagar momentos da vida que foram marcantes. Não se pode confiar no vento, pois assim como ele leva o que queremos esquecer, pode nos trazer de volta, com ainda mais força.

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